2 de jun. de 2013

sangue vivo

Os EUA vive mais dentro dos brasileiros. Primeiro o financiamento eterno da casa propria. Nao que eu nao concorede neste ponto, mas era assim por la e agora eh assim por aqui. Depois as lutas, nem acompanhavamos essas lutas livres. Agora eh moda. Eh moda ver sangue. E ainda tem o lance das domesticas. Daqui ha pouco so para poucos. As leis estao deixando esse assunto mais dificil para ambas as partes e empregada domestica ficara escassa. Estou errado?

20 de dez. de 2011

Minha pequena particular, familia

Todos os dias em que acordo la estao eles, abanando, carentes de mim.
Todos os dias em que chego em casa, la estao eles chorando por mim.
Natal... como nao deixar de pensar nos meus filhos, caes.
Posso estar de mal humor, posso nao querer conversar, mas la estao eles prontos pra tudo, ate ficar quietinhos.


31 de out. de 2011

Escrita

Escrever não é fácil.

Nem mesmo rascunhar.

Porque as palavras,

por cada palavra escrita,

são ditas a interpretar

numa imensidão complexa,

pois cada ser, um ver

e cada céu, uma mar.

É uma arte perigosa

porque cada vocábulo, uma seleção;

cada verso bem feito

não se apaga, nem morre.

Pode até doer no peito,

ou alegrar um coração.

Felipe Mattei - 2000

18 de out. de 2011

16 de out. de 2011

Minha medida larga

Não, eu não sei amar.
Minha medida é larga,
não cabe em mim.
Não faz as malas.

Bendito mandamento, Pai!
Que nos pede a cumprir.
Nunca segui
e nunca se vai.

Queria amar no copo.
No tamanho da sede,
mas nasci oceano.
Pesco-me em rede:
impeço-me de perder
o controle e ser ainda mais.
Mais do que possam receber.

Minha medida é larga,
não cabe no copo,
não sabe não ser.
Imagina o amanhã
e dele o dia, navegando
até o anoitecer.

Minha medida é larga,
não cabe no vento,
atravessa a luz
para viver ao menos um
simples momento.
Mesmo que ele seja assim,
tão sereno...

Minha medida é larga,
porque não sei amar.
Exagerado, não cabe,
não se satisfaz com espaço
o que sinto é o abraço
de nunca sair de um cais.


Felipe Mattei
16.10.2011

15 de mar. de 2011

Guarde, Silêncio!

Guarde, Silêncio!

Guarde em silêncio

o que penso.

Guarde tudo

o que eu não puder falar.

Mas guarde na memória

- mesmo que no sossego -,

porque ainda hei de querer lembrar

dos velhos segredos

e das cartas do pensamento

que nunca me importei em anotar;

Não por falta de tempo,

mas por falta de ar.